quinta-feira, 19 de junho de 2008

O tal do tesão intelectual.


Conheci o galego na internet. Deparei-me com o perfil dele no orkut e adicionei. Ele aceitou, mas só conversamos um mês depois. Galego veio com uma cantadinha, eu retribuí e logo combinamos de sentar em um barzinho pra continuar o papo.

No dia marcado, perguntei se não poderíamos nos encontrar em um lugar mais reservado – a casa dele - e assim foi feito. Levei umas cervejas, meus cigarros e os mil assuntos que iniciamos na internet.

Conversamos durante horas sobre as coisas da vida, do universo, dos amores. Filosofia, Literatura, Psicologia, Física, Política... e cada palavra rebuscada e raciocínio que me levava a qualquer tipo de insight ou mesmo a uma discussão, me fazia sentir como se fosse explodir por dentro.

O lance ficou mais intenso depois que ele resolveu colocar um cd do John Coltrane pra tocar. A essa altura já sabíamos o que aconteceria em seguida. O galego chegou perto e começou a me beijar no ritmo da música. Foi um beijo delicioso... calmo e cheio de malícia – como os muitos outros que vieram a seguir. Minhas mãos em sua nuca, suas mãos em meus seios. Ele sabe aperta-los na medida certa.

- Deita aqui, ele disse.
E tirou minha roupa bem devagar. Nessa hora eu já estava com uma excitação absurda. Galego beijou meu corpo inteiro com a mesma intensidade que beijava a minha boca. Fez-me um sexo oral espetacular. Parecia até que lia meus pensamentos.

Transamos. Ele metia devagar e, a cada estocada, ia mais fundo. Fiquei ali, sentindo cada centímetro do seu membro entrar em mim. Gozei primeiro. As pernas bambearam. Logo em seguida foi a vez dele, que ficou deitado sobre o meu corpo como que em transe. Podia senti-lo respirar com o diafragma em cima de mim. Ficamos um tempo naquela posição, recuperando as forças e a razão.

Deitei-me nua ao seu lado. Quase dormi. Quase, porque os dedos do galego voltaram a me excitar minutos depois. Ah, aqueles dedos não eram apenas dedos... era como se ele estivesse dentro de mim por completo – corpo e alma. O inevitável veio pela segunda vez.

Depois do sexo, voltamos a conversar por algumas horas. Mas já era tempo de voltar pra casa com aquele sorrisinho feliz no canto da boca.

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